Para quem dizia que o Ubuntu não poderia ser lucrativo e uma hora o dinheiro do financiamento vindo do Mark iria acabar (sim, Mark admitiu em recente entrevista que ainda financia o projeto), temos aqui a grande notícia que expectativa de crescimento publicada em Novembro de 2006 subiu entre 38% a 42% por cada ação da Canonical neste ano.
Confira aqui (em inglês).
Obs.: Sim, a Canonical tem intenções comerciais. Mas antes que alguém venha comentar, é bom que o Ubuntu tenha o seu lado comercial vendendo suporte e fazendo parcerias, pois o produto final de isso tudo é de graça! Não existe versão paga.

Abril 26, 2007 às 2:15 pm
de graça.. e livre! ;-)
Abril 26, 2007 às 3:16 pm
100% livre não posso dizer, porque se não eu estaria errado.
Mas quase 100%. O GnewSense é 100% livre.
Abril 27, 2007 às 8:49 am
Sinceramente eu não entendo a necessidade das coisas serem gratuitas. Eu simpatizo DEMAIS com open-source mas essa ‘mania’ que grande parte da comunidade tem de não pagar por nada acaba engessando um pouco as coisas. Se os projetos livres tiverem objetivos comerciais e alcançarem sucesso nesses objetivos é claro que poderão melhorar cada vez mais.
Vocês acham que o Ubuntu em tão pouco tempo conseguiu tanto destaque pela qualidade porque? Porque o cidadão financia o projeto e paga salário pra um monte de gente que é peça chave dentro do sistema. Clica em “Careers” no rodapé do site e veja as vagas disponíveis para trabalhar de verdade recebendo salário no projeto. Você acha que toda a rápida evolução do Ubuntu aconteceria sem esses caras ali dentro? Nada mais justo que o projeto tenha intenções comerciais, tenha sucesso nisso e lucre.
Alias, se o Ubuntu fosse pago e tivesse um valor que eu considero justo eu pagaria.
Maio 2, 2007 às 10:18 am
Vinícius, acho que você não pegou o ponto da coisa.
Não tem necessidade nenhuma das coisas serem gratuitas, poderia ser cobradas. O Ubuntu ser gratuito é só mais um ponto positivo para ele.
Te garanto que o Ubuntu também não seria o que é se não tivesse uma comunidade bem grande por trás dele. É claro que o dinheiro ajudou muito, mas se fosse assim, o SuSE Enterprise Edition ou o Red Hat Enterprise LInux seriam as escolhas a serem feitas.
As pessoas adotam o Ubuntu por ser de graça e ser bom. Várias pessoas contribuem pro projeto por esses mesmos motivos e por isso que ele é assim.
Se ele de cara fosse pago, nem 10% das pessoas que ajudam iam ajudar, e ai ele não seria 10% do que é hoje. E é justamente porque as pessoas contribuem que ele cresce assim tão rápido. Posso te garantir que são milhares de usuários reportando bugs, fazendo traduções e empacotando/testando programas. São muitos desenvolvedores para o Ubuntu, e tirando uns 10, 20, o resto não recebe nada, se não o próprio conhecimento fazendo aquilo e a gratidão e reconhecimento da comunidade.
Então, pra resumir: Sim, é bom o fato do Ubuntu ser gerenciado por uma Empresa. Isso faz com que haja calendários e pessoas contratadas regulando as coisas. Mas, mais de 90% do trabalho é feito por quem está de fora, e é isso que as pessoas não entendem muito bem.
Sugiro que você viste o site launchpad.net e veja quantas pessoas já contribuiram e quantas contribuem ativamente para o Ubuntu. Você vai espantar com o número de pessoas que tem lá que não são afiliadas com o Ubuntu.
Ah, em tempo, a Canonical ainda não lucra de verdade com o Ubuntu, mas está para lucrar. A renda dela só aumenta a cada trimestre, a uma velocidade espantosa, inclusive acompanhando cada lançamento, quando o lucro aumenta mais ainda. Todo dia é fechado uma parceria nova e o lucro só aumenta. Ontem a Dell fechou um acordo para vender PCs com o Ubuntu no mundo todo. Em pouco tempo a ajuda monetária do Mark vai ser desnecessária, é só questão de tempo.
Se o Ubuntu fosse pago, eu pagaria também, desde que fosse num preço acessível para mim. O Ubuntu sendo de graça é melhor ainda! E ainda me faz querer ajudar o projeto!